Marina Sem Medo.

5 de setembro de 2018

Serena como habitual, Marina falou por uma boa meia hora sobre a importância da cultura na formação das pessoas, desde os primeiros momentos possíveis.

Da maneira como lhe fluíam as palavras, percebia-se que, em boa parte ela falava da própria vida, ao conhecer primeiro o que lhe estava à disposição dos sentidos, para sobrevivência no Acre amazônico, até que aos 16 anos foi à escola, alfabetizou-se, tornou-se professora e nunca mais parou de estudar.

O Galpão de Marcos Nanini, na Zona Portuária do Rio, estava repleto de artistas militantes da promoção da cultura e, como explicou Marcos Palmeira, ao abrir os trabalhos, o ato era desprovido de caráter eleitoral.

Não se tratava de pedido de votos ou apoio, dedicado que era à percepção dos pensamentos de Marina sobre a organização do setor.

Os aplausos que entrecortaram o discurso, as respostas às perguntas de Kássia Kiss, Maitê Proença – compartilhando o palco- de outros da plateia e, ao final, com todos de pé a se manifestarem pela candidatura Marina Silva, o apoio ficou óbvio.

À parte dos temas relacionados à importância da educação e da cultura, em associação indissolúvel, ouvimos de Marina um vigoroso manifesto pela resistência às imposições do sistema político-partidário para evitar mudanças essenciais à melhoria de vida das pessoas.

Tudo está organizado para manter no poder os que consumiram nosso País com o “Mensalão” e as revelações da “Operação Lava Jato”. Maiorias parlamentares tornaram Presidentes da República cúmplices ou reféns de políticos corruptos que habitam as duas Casas do Congresso Nacional.

Digo eu. Os protestos nas ruas em momentos seguintes às revelações desaparecem no momento mais crucial, agora, quando o povo pode decidir se tudo vai continuar como está. Para mudar, melhor que voltem, mesmo com timidez inicial, como na campanha por eleições diretas, até eclodir por todo o País, em desabafo uníssono.

Do que foi o melhor discurso da campanha eleitoral, viu-se a Marina esperança. Rebelde, insubmissa, competente, lutadora sem medo do futuro e do próprio passado.
Creio que, para ela, a campanha entrou em novo compasso.

Está em tempo de reproduzir os atos populares por um Brasil decente a impedir que se faça da eleição uma farsa, patrocinada pelo dinheiro público nos financiamentos partidários e na indecente ocupação do horário nada gratuito das luxuosas propagandas eleitorais no rádio e na TV.