Forças Armadas e Democracia.

6 de setembro de 2018

O Dia da Pátria é mais abençoado quando próximo do fim de semana organiza um feriadão.

Mesmo que por um breve momento, são devidas homenagens aos que lutaram e morreram para que construíssemos um País distante de guerras e outros conflitos externos.

Desde o fim da segunda guerra mundial, no distante 1945, nossos conflitos são internos, com a violência e a criminalidade a assombrar a população, por um lado e, por outro, com golpes e contragolpes que mantiveram claudicante a democracia à brasileira, até recentemente.

As experiências vividas são descritas em incontáveis livros de pesquisadores irreparáveis, com um ponto em comum: no fim das contas as leis eram esmagadas pelos que detinham a força das armas.

Do passado, muito mudou. Aliás, o principal mudou.

A consciência democrática das Forças Armadas tranquiliza a Nação, expressando-se muito claramente pelo absoluto respeito à Constituição.

Aí está o principal eixo da mudança.

Políticos que batiam à porta de comandantes militares para instigar quarteladas acabam de pé do lado de fora, barrados pelos princípios da Lei maior do País.

Com todos os casos de corrupção e a insegurança crescente da população com medo de sair às ruas, tentativas houve de usar a força para interromper o ciclo democrático que veio para ficar.

Nos conflitos internos, policiais morrem quase que diariamente e soldados do Exército começam a acompanhá-los na tragédia urbana de combate ao crime.

Sem prejuízo das homenagens à Independência, dediquemos a eles nossa reverência pelo sacrifício da vida no cumprimento do dever.

Ideal completar com melhor assistência do Estado às famílias que, além das recordações, choram pelas suas perdas.