Aflições de Candidato.

23 de agosto de 2018

Computadores são ótimos, exceto quando pensam que podem agir sozinhos. Além do mais, escrevo meus textos entre os inconciliáveis horários de campanha eleitoral. Todas as vírgulas intrometidas e as crases duvidosas são de minha exclusiva autoria e por isso eventuais atrasos em postagens.
Hoje, com a pressa de escrever antes de ir para as ruas, descobri que meu laptop decidiu se atualizar. E tome de tempo diante da tela que ia e vinha na sinalização do tempo que faltava para terminar, sem terminar jamais.
Finalmente, consigo recuperar as principais atividades dos últimos dias, quando muita coisa agradável aconteceu e resumo de modo precário, para desenvolver em outro momento.
Muitas horas foram perdidas com as burocracias necessárias ao cumprimento da lei eleitoral. A abertura de contas de campanha me tomou duas manhãs e tardes no aguardo do sistema que caiu no Banco do Brasil e, não fosse o profissionalismo e preparo dos funcionários, eu lá ainda estaria à espera das condições para imprimir o primeiro material de propaganda.
Aproveitei as noites e, na segunda feira, fui à Ilha do Governador com Romário, no evento organizado pelo candidato a Deputado Federal Ezequiel Teixeira, número 7979, do Podemos, que reuniu cerca de quatrocentas lideranças de diversos pontos do Estado, principalmente da Região Metropolitana.
Entre discursos, deu até para comer um pedaço de carne, em substituição aos sanduíches costumeiros que me aumentam o peso, apesar das caminhadas. Sem material de propaganda, apresentava-me como Miro Teixeira Senador 188. Alguns decoravam, não sei até quando, outros anotavam. São militantes políticos, com credibilidade e alto poder de difusão das ideias que tive a chance de apresentar.
Terça.
Em reunião multipartidária organizada pelos advogados Cacau de Britto e Lauro Chuck, reuni-me com outros advogados e servidores públicos que formaram uma chapa de candidatos multipartidária em apoio à minha candidatura. Lá estavam o Deputado Paulo Ramos e os Candidatos Heitor Wegmann e Fabinho.
Paulo Ramos é político conhecido no Rio. Com Heitor e Fabinho travei um primeiro contato sem que a ligeireza das conversas me impedisse avaliar a boa qualidade dos dois candidatos a Deputado Estadual. Com aquele nível de políticos, a Assembléia do Rio poderá estar em condições de ajudar o Estado.
QUARTA.
A noite de ontem teve a angústia do engarrafamento habitual nos acessos a Niterói na hora do rush, mas cheguei a tempo do lançamento da candidatura do Gegê Galindo à Assembléia Legislativa.
Galindo é um sobrenome tradicional no Rio e o candidato, que hoje é vereador em Niterói, demonstrou prestígio, pelo número de lideranças que mobilizou para horário avançado. Não é fácil juntar tanta gente para ouvir discurso em horário de novelas e filmes na Tv.
Fez um discurso vigoroso a revelar o conhecimento dos problemas e a indicar soluções, a começar pelo combate à corrupção que desconstruiu a administração do Estado.
Agora, com a conta de campanha aberta e faltando escolher a gráfica para impressão de material e assinar contrato com a produtora para gravação dos programas de Tv e rádio, vou para as ruas da cidade do Rio, pedir votos e ainda contando com a memória dos eleitores para decorar a candidatura ao Senado e o número 188.