O Primeiro Grande Passo

4 de agosto de 2014

A Justiça Eleitoral criou uma ótima novidade no formulário das primeiras prestações de contas eleitorais, apresentadas por candidatos até o final da semana passada.

Normalmente, as campanhas são obrigadas a declarar quanto arrecadaram e qual a origem do dinheiro. Agora, a Justiça vai atrás da origem da origem, quando as doações são de partidos da coligação dos candidatos.

Dá para antever o que se encontrará nessas e em futuras declarações. Partidos políticos driblam a legislação arrecadando dinheiro antes do período eleitoral.

Empresas prestadoras de serviço ocultam suas doações fazendo-as a partidos que dominam ministérios ou secretarias estaduais antes do período eleitoral ou mesmo a partir de seu início.

São cifras indecentes usadas na compra de alianças que aumentem o tempo de rádio e televisão das candidaturas, especialmente para governos e senado.

Esse dinheiro serve também ao suborno para impedir candidaturas capazes de se tornar vitoriosas e atrapalhar a continuação das negociatas.

Com a iniciativa da Justiça Eleitoral, o que era organizado em padrões contábeis precisos, sem questionamentos éticos, ficará visível, na melhor hipótese para os beneficiados.

Na pior para eles e melhor para o Brasil, surgirão as digitais dos desqualificados e daí surgirá um processo criminal que fará do mensalão coisa para juizado de pequenas causas. Vamos acompanhar atentamente.