Eleições Falsificadas

4 de agosto de 2014

A expressão é extraída do livro “A Justiça a Serviço do Crime” de autoria do Juiz Arruda Campos e vem a propósito do que continua a se passar. Todos somos livres para votar, desde que escolhamos o candidato entre os poucos nomes oferecidos para a Presidência da República, Governos Estaduais e Senado. Nas eleições proporcionais, a de deputados, há um número capaz de oferecer opções diversas ao eleitor.

Uma das perversidades do sistema de coligações partidárias em vigor, combinado com a reeleição, é exatamente essa. Quem detém o poder elimina adversários numa ação de sequestro de opções e assim facilita a própria vitória.

É o mesmo mecanismo que antecipa o loteamento do poder em caso de vitória.

E a roda não para de girar, com Ministérios e Secretarias de Estado ordenhados descaradamente ao longo de quatro anos. As notícias já não escandalizam. Há dias a Folha de São Paulo noticiou a negociação de 55 milhões de reais entre PT e PMDB. Lá pelo meio da matéria está escrito com todas as letras que outros partidos que detêm ministério não teriam tanta facilidade.

É, portanto, sabido entre as cúpulas, que a corrupção e a promiscuidade com fornecedores se encarrega de fornecer recursos para campanhas eleitorais.

Mas tudo ficou por isso mesmo. Até quando? Talvez esse alerta desperte o nosso Ministério Público.